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DIVAGAR DEVAGAR-2

Na lonjura do horizonte a busca etérea da luminosidade espiritual...da doçura do sonho, às agruras da realidade.Palavras e imagens que, devagar, divagam entre ignotas luzes, sombras e penumbras, de ciclos de vidas incertas e perdidas.

Na lonjura do horizonte a busca etérea da luminosidade espiritual...da doçura do sonho, às agruras da realidade.Palavras e imagens que, devagar, divagam entre ignotas luzes, sombras e penumbras, de ciclos de vidas incertas e perdidas.

Voltei...e voltamos sempre à mesma fossa!

 

Há tempos que não visito este recanto das minhas divagações, mas nem por isso reconheço que desapareci do mapa.

Sou bem português, dum país que já não é o das Uvas, de Fialho de Almeida, um alentejano de quatro costados, médico de Vila de Frades, na Vidigueira, local que adoro visitar, desde as ruínas de S. Cucufate até às belas tasquinhas, onde passei bons momentos na companhia do meu tio Alberto e seus amigos alentejanos.

Falando de Fialho, também relembro o grande "arreliador" de Dantas, o inesquecível Almada Negreiros: "morra...morra...pim"! Lá vamos morrendo, tal como a Pátria, devagar e ao som dum "salve-se quem puder e como puder"! É para a hecatombe que parecemos sobreviver, na esperança que o desespero espere por melhores dias... tal é a magnitude desse desespero.

É facto que não pretendo desligar o interruptor da luta e sobrevivência, mas na conjuntura política, económica e social dos nossos dias, até apetece tomar atitudes de "crime e castigo". Mas, na realidade, se tivéssemos que castigar alguém, com certeza não nos autoflageríamos, de tão zurzidos e explorados que somos num quotidiano sem limites. Ora sobem os impostos e as energias, ora sobem a angústia e o desespero. Em compensação, mas ingrata compensação, ora descem  os euros do nosso já magro pecúlio, ora descem a qualidade do nosso Ensino e dos Cuidados de Saúde. Claro que sobem e descem muitos outros parâmetros do nosso penoso dia-a-dia, mas quase sempre a nosso desfavor... pudera, convém é engordar "à fartazana" os nossos eleitos que, em parangonas de ocasião, nos levaram a colocá-los no pedestal superior, aquando do acto eleitoral. Mas cautela, não se repitam as asneiras de tantos anos, em que se deu oportunidade aos mesmos de sempre e, se esqueceu que, na política nacional, não existem só dois ou três partidos capazes. Claro que não vou chamar os "boys" pela nomenclatura partidária, mas resfirmo que nem só de pseudo-socialistas e pseudo-sociais-democratas vive a política nacional.

Pensemos bem quem comeu o erário público, cada vez mais desgastado, quem destruíu a Saúde e o Ensino deste País, e quem enriqueceu à custa de todos e à sombra de cargos políticos que lhes atribuíram por boa fé e na esperança de ajudar e defender um povo já muitos anos massacrado, subjugado e economicamente depenado.

É ver o que vai sucedendo mundo fora, num desequilíbrio social alarmante, em que muitos morrem de fartura total enquanto significativamente muitos mais morrem de penúria e miséria.

Nem sequer duvido que todos sabemos quem é quem, quem produz a riqueza e quem melhor se aproveita da mesma. Mas todos temos a certeza duma coisa: quem produz a riqueza mundial (os operários) quase nunca é quem dela usufrui, mas sim os que se intitulam "dirigentes" das massas e se autodenominam de melhores gestores de bens e dinheiros. É muito fácil viver sobre o suor e sangue de quem trabalha!

Agora, nos tempos difíceis que correm, os que roubaram e não gataram tudo, vão suportar a recessão, mas aqueles que se esfolaram, e vão continuar a esfolar, não vão aguentar a inflacção que se aproxima.

Vamos voltar, quem as tiver, à hortazinha dos legumes, à capoeira doméstica e à técnica do "desenrasca-te ou não comes".

Afinal o mundo é mesmo uma bola em que alguém nos e se amola, e que no seu movimento giratório volta sempre ao mesmo ponto. Estamos onde sempre estivemos... na fossa.

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