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DIVAGAR DEVAGAR-2

Na lonjura do horizonte a busca etérea da luminosidade espiritual...da doçura do sonho, às agruras da realidade.Palavras e imagens que, devagar, divagam entre ignotas luzes, sombras e penumbras, de ciclos de vidas incertas e perdidas.

Na lonjura do horizonte a busca etérea da luminosidade espiritual...da doçura do sonho, às agruras da realidade.Palavras e imagens que, devagar, divagam entre ignotas luzes, sombras e penumbras, de ciclos de vidas incertas e perdidas.

Momento Poético - 86

alex alemany arte.jpg

                                           (pintura de Alex Alemany)

 

Mulher sensualíssima

 

 

Mulher sensualíssima    tu foste

e serás    para sempre   a bela praia 

onde me estenderei    rosto no rosto 

fazendo amor    enquanto o sol desmaia.

 

Não me importa que o mar seja de Agosto

que estejas nua    ou vistas qualquer saia

que saibas    ao calor do vinho    ou mosto

quero    é que o Sol do teu corpo    me atraia. 

 

Entrelaçados    meus lábios nos teus

movimentos de amor e de loucura 

escavando   em teu ventre   terra e céus

 

ficarmos    num delíquio de ternura 

sem pressas    e sem lenços de um adeus

estátuas    duma vida bela e pura.

 

(batista_oliveira - 25-06-18)

Momento Poético - 85

women-by-the-sea-26414612Inna Montano.jpg

                          (pintura de Inna Montano)

 

A poesia e os teus silêncios

 

 

Não me venhas falar de poesia

com teus silêncios de espanto

e lágrimas de quebranto.

Falar de poesia

sem a melancolia adocicada da lira

é cantar    sem as vozes delirantes

mergulhadas no álcool do desespero

é sentar-se    nas areias do pranto

e lacrimejar    até aos rochedos do desencanto

à espera de sereias de minissaia

e peixinhos de escamas cristalinas.

Sabes bem

que ninguém consegue responder

ao silencioso eco da poesia

porque o silêncio    que a reveste

não permite respostas

e apenas se declara    em silêncios diretos

que não se filtram nas entranhas do seu próprio eco.

 

Não me venhas dizer

que a poesia não é feita de palavras

e sonhos perdidos    nas clareiras dos desejos ansiados

da cansada libido    dos dias negros

de discussões falhadas e perdidas em paredes

com relógios    drenando as horas

suspensas num tempo

de contratempos defraudados.

 

Sem ritmo e sem pausas

não conseguirás sublimar o poema

que buscas    nos silêncios

que nunca indagaste.

Nos primórdios da palavra

tinhas o som da lira

na sublimação do seu lirismo melancólico

e as sonoridades esbarravam-se    noutras palavras

que desembocavam nos ancoradouros

de novos poemas

que idealizavas

em cada eco de poesia silenciosa.

 

Soltas o pensamento

nas asas de silêncios e vibrações sonoras

e vais perseguindo réplicas mirabolantes de imagens

que seguem os olhos dos teus sonhos

ao som da ignota lira

que te faz rodopiar de poesia

com o coração esparso

nas ondas de tantas emoções

que transbordam dos teus anseios

agrilhoados    no silêncio de tantas palavras

que aguardam a hora do teu parto poético.

 

 

(batista_oliveira - 03/04/18)

Momento Poético - 84

kiéra malone - dreams of love.jpg

                           (pintura da artista francesa Kiéra Malone - "Dreams of Love")

 

Trazias a nudez

 

 

Trazias a nudez    sob um cendal

transparente    de estrelas e de luas

mostrando a mulher bela e divinal

em dança sensual    de poses nuas.

 

Estupefacto e nu    de pedra e cal

minhas sensações eram todas tuas…

lançava-me a ti    fero canibal

e entrava nas estrelas e nas luas.

 

Na terna mansidão    desses momentos

vivíamos orgasmos    sem limites

e transávamos    ledos e sedentos…

 

exaustos    nestes jogos interditos

tombávamos    num sono de inocentes…

do pecado    restavam    só detritos.

 

(batista_oliveira – 11-06-18)

Momento Poético - 83

fernando pessoa - victor lages.jpg

                                                     (pintura de Victor Lages - artista português)

 

 

De que fala o poeta…

 

De que fala o poeta   quando fala?

Será que apenas fala da poesia

que traz no pensamento  e não se rala

com as pessoas   no seu dia a dia?...

 

Imagina a poesia e logo fá-la

com versos  que transpiram de  magia…

Sem egoísmo   procura divulgá-la

num gesto de ternura e de alegria.

 

Oferece seus poemas   com prazer

como se fossem flores ternurentas,

colhidas dum jardim    para a mulher

 

que todos os seus sonhos alimenta

e que   no dia a dia   o faz viver

todo o amor que lhe vota e o acalenta.

 

(batista_oliveira -21-03-18)

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