Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

DIVAGAR DEVAGAR-2

Na lonjura do horizonte a busca etérea da luminosidade espiritual...da doçura do sonho, às agruras da realidade.Palavras e imagens que, devagar, divagam entre ignotas luzes, sombras e penumbras, de ciclos de vidas incertas e perdidas.

Na lonjura do horizonte a busca etérea da luminosidade espiritual...da doçura do sonho, às agruras da realidade.Palavras e imagens que, devagar, divagam entre ignotas luzes, sombras e penumbras, de ciclos de vidas incertas e perdidas.

Momento Poético - 94

 

 

Screen-Shot-2017-07-28-at-14.46.13-756x1024.png

                                                                            (arte de Kate - Halsall)

 

Na praia do teu corpo

 

Nos muros do silêncio    não te calas

ocultando a cadência do prazer…

enquanto vais e vens    não te ralas

porque o sémen    te faz sentir mulher.

 

Sinto grata loucura    quando embalas

os teus seios    nas ondas do meu ser…

quando gemes ou gritas    não me falas

porque o orgasmo pode fenecer.

 

Na praia do teu corpo    deixo a luz

que irradia    do meu corpo excitado

e lenta     em tua pele    se introduz..

 

Finalmente    ficamos enlaçados

unidos    na fusão da nossa cruz…

continuando    uns eternos namorados.

 

(batista_oliveira – 25-09-2017)

 

 

Momento Poético - 93

 

 

Ricardo Sanz - Tutt'Art@ - (34).jpg

                                                            (pintura de Ricardo Sanz)

 

 

Hoje entrei na cidade, em casa e …em ti

 

Recordo

ter entrado na cidade e na casa

em horas soturnas de estrelas cadentes

com a lua despejando silêncios florais e acetinados

no espelho de água dos teus sonhos

enquanto respiravas

a melopeia das horas

que emanavam do pêndulo sonâmbulo

e se esbarravam na escuridão das paredes

nimbadas de mosquitos e teias de aranha

tecidas na voragem das presas estonteadas.

 

Nas esquinas

esmaecidas pelo débil sorriso dos candeeiros

transpareciam flores de noites precárias

e jardins suspensos na memória duma cidade

que se protegia na ressonância de corações vadios

que ejaculavam prazer e riso

em cada recanto de corpos e orgasmos ocultos.

 

Lembro

o sorriso acutilante e luminoso dos gatos

a rebentar de cio

que numa dolência sonâmbula

miavam em concertos

que alternavam com o latido dos cães

presos entre os muros dormentes dos quintais

na quietude duma orquestra de fantasmas apaixonados

à espera que algum mocho ou coruja

libertassem as asas da sinfonia noturna.

 

E eu

drenando meu cio

pelos poros suados e frios,

entrei na casa e procurei-te

na asa esquerda do nosso ninho amoroso

sabendo que aí refluíam teus desejos de mim

fervilhando em teu corpo semi-adormecido

na ânsia de estertores orgásticos

construídos na demora da chegada do meu corpo

cansado da labuta

mas ávido de um louco duelo sensual.

 

Lábios nos lábios

despertei a tua face selvática e erótica

o vulcão que

apesar da nossa maturidade

mantém os magmas candentes

e deixa um rasto espermático e libidinoso

de calor e fogo

ao longo dos lençóis da cama

num alvorecer de sentidos loucos e descontrolados.

 

Em teu corpo

fixei meu sorriso

como esporão erótico

e vi no teu rosto

o verdadeiro e mágico despertar dos sentidos

numa simbiose e êxtase  de corpos

sexualmente irrequietos e tresloucados

na busca do verdadeiro e profundo significado do amor.

 

Hoje a noite

tornou-me o sol

das tuas sombras adormecidas…

tardiamente

na seiva desgastada pelo cansaço

reconstruí um quotidiano

de lâminas de volúpia…

entrando na cidade

em casa e…

em ti.

 

(batista_oliveira - 18/09/18)

Momento Poético - 92

 

pascal chove  5.jpg

                                                (pintura do artista francês - Pascal Chove)

 

Efémera paragem

 

Paraste    no pretérito    de amar
efémera paragem    sem sentido...
paraste    por parar    sim    por parar
sem pensares    no gesto irrefletido.

 

Vives    hoje    o presente    desse amar

num terno movimento    mas sofrido

e dizes    que amaremos    sem parar
para recuperar tempo perdido.

Paraste    e não disseste    para onde ias
partiste    na incerteza    dum engano
e traçaste um caminho    que temias


todavia    julgaste que o insano
caminho    que doente    percorrias

jamais provocaria tanto dano.

 

(batista_oliveira -18/08/18)

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D