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DIVAGAR DEVAGAR-2

Na lonjura do horizonte a busca etérea da luminosidade espiritual...da doçura do sonho, às agruras da realidade.Palavras e imagens que, devagar, divagam entre ignotas luzes, sombras e penumbras, de ciclos de vidas incertas e perdidas.

Na lonjura do horizonte a busca etérea da luminosidade espiritual...da doçura do sonho, às agruras da realidade.Palavras e imagens que, devagar, divagam entre ignotas luzes, sombras e penumbras, de ciclos de vidas incertas e perdidas.

Momento Poético - 104

Alex Alemany 1943  Hyperrealist and Symbolist pain

                      (pintura de Alex Alemany - pintor espanhol)

 

 

...nunca serei como as demais

 

 

Recordo    teres dito que jamais

darias qualquer passo    para o lado:

juro    nunca serei    como as demais…

dizias tu    de olhar    em mim    fitado.

 

Trespassámos mil pontos cardeais

andámos    sempre juntos    braço dado

usaste minissaias e cai-cais

vi    teu corpo    ser muito cobiçado.

 

Sempre foste mulher    de corpo inteiro

esposa    mãe    avó    sempre vistosa

sem ilusões    por jóias ou dinheiro…

 

Hoje    passados anos    mais airosa

continuas    o meu amor primeiro

mas    não sei    se manténs a mesma prosa…

 

(batista_oliveira - 27/11/2018)

Momento Poético - 103

art-ricardo-celma-35-638.jpg

                                  (pintura de Ricardo Celma, artista argentino)

 

 

desde a primeira vez…

 

Trazias    no mais íntimo da alma

o amor que decidiste partilhar

comigo     na ternura doce e calma

do futuro calor    do nosso lar.

 

Vi-te    a primeira vez    e li    na palma

da tua mão    que iríamos casar

um dia    e não teríamos vivalma

ninguém    que nos pudesse separar.

 

Passaram anos    tudo se cumpriu:

tivemos filhos    netos    muito amor

e a vida    na verdade    nos sorriu.

 

Hoje    felizes    digo    sem temor

que    tanta coisa má    nos perseguiu

mas    nada fez morrer    o nosso amor.

(batista_oliveira - 20/11/18)

Momento Poético - 102

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                                                           (fotos de álbum familiar)

 

 

(Hoje, decorre mais um ano que fiz uma aliança de amor com a minha esposa...

 

são já 43 anos de cumplicidades, tantas coisas boas, mas também algumas menos boas...o tempo passou e deixou suas marcas, mas para já o amor perdura e, oxalá se mantenha...

 

aqui fica a minha dedicatória à mulher que ainda é a mulher da minha vida...)

 

 

Amo-te tanto...

 

Amo-te tanto amor    que já não sei

se tens amor que chegue    só p'ra mim.

Do tanto amor    que já te dediquei

receio que te canses    ponhas fim

 

ao grande amor    que sempre te ofertei

e que eu    sempre quis    fosse mesmo assim.

Amar sempre também cansa    eu bem sei

mas o amor nunca morre    não tem fim.

 

Amo-te    como quem ama a primeira

vez    em qualquer momento    até lugar

e de qualquer forma    qualquer maneira.

 

Ninguém ama    somente por amar

ninguém ama    de forma interesseira

porque    amar é sentir e eternizar...

 

(batista_oliveira - 15/11/2018)

 

 

 

Momento Poético - 101

Fenner-Behmer_-_Bücherwurm.jpg

                            (pintura do artista germânico Hermann Fenner-Behmer)

 

 

Invenção das palavras solitárias

 

 

Na solidão das palavras

há sempre uma linha invisível

que permite a  invenção da harmonia

no entanto

na invenção das palavras

nem sempre a harmonia

beija a solidão de cada palavra.

 

Há palavras solitárias

que num apelo à realidade

buscam sentidos imprecisos

como quem chama pelas tardes desabitadas

e se refugia nos meandros

de espaços esquecidos   

envoltos em casulos

à espera da maturação das sílabas

numa ânsia de frases imaginárias.

 

Há corpos errantes

em cada palavra

que divaga   

nas ilusões de uma eternidade

corpos que a solidão devora

em preâmbulos de vozes apagadas e esquecidas.

 

Há vozes

roucas de tantos silêncios

que já não conseguem compreender

a essência da solidão das palavras

que já estranham

os corpos arrebatados

na ousadia de inventar palavras harmónicas

que já incluem a cor e a sonoridade das palavras

na inocente lucidez

que lhes permita glorificar

a construção dum poema

que seja maior que a vida

mas menor que o mundo…

 

No mais íntimo

da solidão das palavras

todas as vidas e todos os mundos

não passam de fantasias

criadas pela loucura dos homens

que ousaram inventar uma plêiade de  deuses

na esperança de conseguirem a harmonia universal

e salvarem todos os estigmas

das suas lembranças e esquecimentos.

(batista_oliveira - 13/11/2018)

Momento Poético - 100

Jack Vettriano Tutt'Art@ (6).jpg

                                 (pintura do artista escocês Jack Vetrianno)

 

 

 

confissão de amor eterno

 

 

Depois daquele beijo    doce e terno

recordo    ainda    a frase que disseste

e penso    que até hoje    não esqueceste:

“o meu amor    por ti    será  eterno…”

 

Disseste-ma    num tom    quase fraterno

de tal forma    que até me comoveste.

Foi tanta    a confiança    que me deste

que hoje    quando recordo    me consterno…

 

Passados anos    tudo relembrei…

Hoje    olhando-te    rosto duro e cru

ouvi    de ti    palavras que gostei:

 

“posso ver qualquer homem    mesmo nu

que    sempre    e em qualquer lugar    direi:

meu único amor    sempre    serás tu…”

 

(batista_oliveira - 06/11/2018)

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