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DIVAGAR DEVAGAR-2

Na lonjura do horizonte a busca etérea da luminosidade espiritual...da doçura do sonho, às agruras da realidade.Palavras e imagens que, devagar, divagam entre ignotas luzes, sombras e penumbras, de ciclos de vidas incertas e perdidas.

Na lonjura do horizonte a busca etérea da luminosidade espiritual...da doçura do sonho, às agruras da realidade.Palavras e imagens que, devagar, divagam entre ignotas luzes, sombras e penumbras, de ciclos de vidas incertas e perdidas.

Momento Poético - especial

 

 

IMG_1999.jpg

                                      (fotografia do meu álbum familiar)

 

 

Hoje, 24/12/2018, completam-se 46 anos que conheci uma jovem, então com 21 anos, que usava estes totós no cabelo...

Era dia de inauguraçãodo campo de jogos (voleibol) do clube recém criado, o GDARN (Grupo Desportivo da Associação Recreativa de Negrelos).

Convidadas de honra, as equipes de voleibol, masculina e feminina, do Ginásio Clube de santo Tirso (onde mais tarde eu jogaria).

Com uma bolada na cabeça dessa menina, despertámos para um amor que já dura todo esse tempo, e espero que dure até morrermos...

 

 

aquele chuto…

 

Lembro-me    muito bem    como se fosse

hoje. Chutei a bola que beijou

os teus lindos totós e despertou

nos teus olhos    sorriso terno e doce

 

depois de um duro olhar    mais agridoce…

Olhei-te    e o coração    quase parou

num delíquio de amor    que me encantou

e fez    de ti    minha paixão e posse.

 

Jamais te deixaria de adorar

jamais esqueceria a tua imagem

que    comigo    haveria transportar

 

no meu sedento    coração selvagem

que    teu jeito de amar    soube domar

e unir-nos    p`ra cumprir longa viagem

 

(batista_oliveira - 18/12/18)

Momento Poético - 106

 

jeffrey batchelor 1.jpg

                                      (pintura do artista americano Jeffrey Batchelor)

 

 

a luz do silêncio... e a ressurreição das memórias perdidas

 

 

Num ápice

escancarei as portas da amargura

e penetrei na inerte matéria do silêncio

num clamor de fé vadia e coração intemporal.

 

Esgravatei a poalha dos medos

numa incerteza de lucidez mundana

e forjei o agridoce sabor das memórias

perdidas nos tempos em que os deuses

vagueavam na primitiva cegueira dos homens

agrilhoados na dormência do desconhecimento.

 

Esqueci a luz melancólica

de tantas névoas matinais

que me aniquilaram os ombros

e numa incerteza diletante

ousei atravessar a ponte das lâminas cortantes

do pensamento lógico

na tentativa de reinventar um tempo diferente

aberto aos estertores do mundo e à lenta agonia do universo.

 

Ousei perfurar

o sentido holístico das palavras

amalgamadas entre as tranças dos neurónios mais inertes

mas a demência militante dos meus sentidos primitivos

não encontrou as veredas disformes

que me conduziriam às fauces do destino infernal.

 

Sem vida própria

sem sentido ou sentimentos

acabei por desaguar nas águas inertes do esquecimento

qual deus forjado na lama do desencanto

qual animal vadio e ferido

na busca amarga do lenitivo fatal e inevitável

para construir a simbiose da vida com a morte 

e esquecer o pútrido sabor da carne

trucidada pelos miasmas

de deletérios sonhos amargos.

 

Restam-me a fé e a certeza

de um tempo a reinventar

nos escombros de muitos amanhãs

presos na ansiedade de futuros incertos

mas talvez moldáveis pela luz do silêncio

e pela ressurreição das memórias perdidas.

 

 

(batista_oliveira - 25-09-18)

Momento Poético - 105

guillaume seignac.jpg                                              (pintura do artista francês, Guillaume Seignac)

 

 

 

olhos    em brasa

 

Sinto os olhos    em brasa    por te ver

todos os dias    nua e sempre bela

posando para a minha eterna tela

que esperarei pintar    até morrer.

 

Na beleza dos traços    por tecer

procurarei deixar-te uma aguarela

que mostre a tua cor    doce e singela

p’ra não deixar    a brasa    arrefecer.

 

Com meus olhos    em brasa    irei sonhar

eternidades    feitas num instante

nas curvas do teu corpo    doce mar

 

onde desejo amar-te    num constante

movimento de corpos    a ondular

nas carícias    da brisa    em teu semblante.

 

(batista_oliveira – 04/12/2018)

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