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DIVAGAR DEVAGAR-2

Na lonjura do horizonte a busca etérea da luminosidade espiritual...da doçura do sonho, às agruras da realidade.Palavras e imagens que, devagar, divagam entre ignotas luzes, sombras e penumbras, de ciclos de vidas incertas e perdidas.

Na lonjura do horizonte a busca etérea da luminosidade espiritual...da doçura do sonho, às agruras da realidade.Palavras e imagens que, devagar, divagam entre ignotas luzes, sombras e penumbras, de ciclos de vidas incertas e perdidas.

Momento Poético - 57

   

Rene-Magritte-The-meaning-of-night.JPG

 (pintura de René Magritte - " o significado da noite")

      

               (proto-poema publicado em blogue pessoal, em 07/08/2007)

Inapagável presença, fruto de tantas ausências

                     
Passo pelas esquinas de muitas ausências, mas nunca me esqueço das sombras que deixei presas a tantas penumbras de passados inapagáveis.

 

O fluxo, através das margens que paradas parecem, não me deixa estacado na profundidade do quase esquecimento temporário, de quem nunca se demora, abandonado nas imagens reflectidas da sua contra-luz.

 

Ultrapasso a essência desses reflexos impalpáveis e quedo-me na interiorização dum ego quase absoluto. Absoluto no desejo e na esperança dos amanhãs que vogam na voragem dum tempo indizível, instável e repetitivo.

 

As minhas sombras de ontem, empapadas nas incisuras graníticas dum tempo iterativo, deixam laivos de mim, para tantos como eu que só reparam nas sombras dum futuro indecifrável e ignoto.

 

A minha bola de cristal nada me diz de mim, nem das minhas sombras e penumbras, mas deixa-me antever um futuro que, por cinética inevitável, é fruto de uma lenta valsa de construtores de mortes inadiáveis, num cemitério desde sempre anunciado.

 

Buscando, já não rebusco os arquétipos que argonautas do impossível tentaram erigir sobre margens de luz e infinito, sem alicerces.

 

Morro, como todos, uma infinitésima parte da minha existência, em cada segundo de Cronos adormecido.

 

Se algum dia acordar deste Tanatos inevitável, chegarei com certeza à Domus deificada de Penates renascidos e da Fénix retornada.

 

Retornada e renascida de cinzas etéreas, a minha ausência será marco indelével duma inimaginável e fantasmagórica presença.

 


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