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DIVAGAR DEVAGAR-2

Na lonjura do horizonte a busca etérea da luminosidade espiritual...da doçura do sonho, às agruras da realidade.Palavras e imagens que, devagar, divagam entre ignotas luzes, sombras e penumbras, de ciclos de vidas incertas e perdidas.

Na lonjura do horizonte a busca etérea da luminosidade espiritual...da doçura do sonho, às agruras da realidade.Palavras e imagens que, devagar, divagam entre ignotas luzes, sombras e penumbras, de ciclos de vidas incertas e perdidas.

Momento Poético - 61

folhas voando.jpg

                               (imagem partilhada do Google)

 

 

A existência do poema

 

Rumores se infiltram

nas vielas das palavras e das frases

para provarem

a real existência da poesia.

 

O poema existe

mas o atrito de tantas leituras

ou a ausência das mesmas

pode desgastá-lo

            até à raiz da palavra,

                       da letra,

                                   do fonema.

 

O desgaste do poema

jamais o apagará

que o seu fogo

não sendo de Prometeu

está inerente

em muitas lembranças

                        sonhos

                                 devaneios

                                            ousadias

e pensamentos vadios e aleatórios.

 

Se o poema

sai do corpo do homem

como a luz das estrelas

haverá sempre um fio

ou mesmo um jorro de luz

que emanará da vida

e fará brotar novas vidas.

 

Da explosão de palavras aleatórias

que marcam compassos cósmicos

no trajecto do poema

existem resquícios de vida

que disseminam a poesia

na memória dos tempos

e fervilham

no sangue de quem vive e sente

                       a chama do poema

                          o impulso vital

                                      da poesia no mundo.

 

Dentro de cada voz agrilhoada

haverá sempre um poema

que se arrasta

nas entranhas do homem 

procurando libertar-se

do silêncio

                    e explodir      

                               nas mil vozes

                                           que o pretendem

                                                      aprisionado.

 

O poema jamais se calará

resistirá eternamente

          nos gritos dos pássaros

                     no marulhar das ondas

                                 no sopro da ventania

…no estrebuchar da natureza

…na essência da vida.

 

(batista_oliveira - 02/11/17)

 

 

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